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    19 de março de 2020

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    O estado de Santa Catarina tem mais de 500 quilômetros de costa e uma ilha com paisagens de tirar o fôlego e lagoas com águas navegáveis. Tudo isso torna a região um dos principais pólos náuticos do país. O Sebrae desenvolveu um projeto para auxiliar o setor e torná-lo mais competitivo.

    O empresário Orlando Pinto da Silva é dono de um pequeno estaleiro. Ele começou a fabricar lanchas em 2012. Com a ajuda do Sebrae, traçou uma nova rota para o negócio. Pra começar, reduziu o desperdício. As peças de fibra de vidro, por exemplo, deixavam sobras de 20 centímetros e eram jogadas fora. Agora, isso não acontece mais.

    A produtividade também aumentou. O casco de um barco, que antes era montado em uma semana, agora é feito em três dias. O empresário também investiu em pesquisa de preços para reduzir os custos. O Sebrae também orientou o estaleiro a investir num produto mais competitivo. Antes, o empresário fazia embarcações grandes. Agora, produz botes para conquistar uma nova clientela, em dois modelos. Um deles é o de 5 metros, que tem capacidade para 5 pessoas, com preço de R$ 6,3 mil, sem motor. Já o bote de seis metros para 7 pessoas sai por R$ 7,3 mil, também sem motor.

    Robinson Lauriano é um dos clientes de Orlando. Ele tem um restaurante nas margens da Lagoa da Conceição, aonde só é possível chegar de barco. Ele sempre usou a embarcação pública. Há quatro meses comprou um bote e reduziu o tempo de viagem.

    O projeto do Sebrae também reorganizou todos os fornecedores de peças e serviços da cadeia produtiva do setor náutico. Entre as empresas atendidas está a oficina do empresário Fernando Carlos Camesella, que faz consertos de motor de barcos. Ele tinha dificuldade em administrar o negócio. Com ajuda do Sebrae investiu na organização para melhorar o movimento e o fluxo de caixa.

    Fonte: PEGN